quinta-feira, 24 de maio de 2007

O trabalho liberta

Depois de dois dias de trabalho físico intenso, tenho o corpo tão pesado que já não me sinto nele. É como se o meu corpo tivesse fugido e a única coisa que me restasse fosse a alma. O problema é que, na alma, a única coisa que ainda resta é o cansaço. Por sua vez, o que resta do cansaço é apenas o sono, e o que resta do sono é o dia seguinte. No dia seguinte há trabalho. O trabalho liberta, desde que nos livramos dele até o retomarmos. É como a noite, que nunca dura o suficiente para fazer a felicidade dos vampiros. A parte boa é que só nos ocorrem estas coisas no final de um dia de trabalho. Se gostarmos do que fazemos, podemos sentir-nos livres em part ou full time.