sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fomos plagiados

Disse-me a Menina Limão, num emílio que muito agradeço, que fui, como ela e outros bloggers, plagiada por um tal Luís (Ladrão). É pena que o blogue dele já não esteja bem online porque, além de me apetecer a cortesia do lincar, sempre apreciei ver outros na minha pele, para verem como é alto o preço da genialidade. No tal Luís, que conseguiu a proeza de manter o blogue online durante dois anos, espanta-me o bom gosto. Não faz, naturalmente, a coisa por menos. Para quê plagiar Miguel Sousa Tavares se existe James Joyce? Também não me estava a ver a plagiar o Pedro Mexia tendo o Dick Hard disponível... enfim. A verdade é que o assunto é sério e, se bem me lembro, escrevi aqui algumas coisas sobre plágio. Nalgumas disse, até, que podiam plagiar-me à vontade, que não me importava. Como só metade dos portugueses tem sentido de humor e, infelizmente, dessa metade, só metade tem residência na blogosfera, deduzo que algum idiota - um bocadinho mais fundamentalista do que eu - tenha levado a recomendação à letra.

A Menina Limão baptiza, no tal emílio, um plágio a um dos meus posts como "a pérola de todos os plágios". O post - original, a menos que o outro tenha sido escrito antes, mas isso era o meu pensamento a antecipar-se ao meu pensamento e isso, apesar de eu comer muita fruta, parece-me improvável - é este. O dele - vejam só que maravilha, o Google guarda as páginas, mesmo depois de apagadas, em cache, e ainda por cima tem bilhar e piscina nos headquarters - é este. Como se vê, o estetoscópio muda tudo.

Estou solidária com os plagiados. É muito irritante sermos plagiados intencionalmente, porque plagiar, reza a teoria do texto, é aquilo que, por falta de alternativa, vamos fazendo todos os dias. O plágio intencional e as desonestidades em geral merecem o abrigo da responsabilidade criminal. Escrevi, uma vez, que «os plagiários são órfãos que, para provar que não têm nada dos pais, só sabem ser como eles.» Mentira: são mas é uns grandes cabrões.