Uma amiga alertou-me para não sonhar com um quadro de C. M. Coolidge em que cães de várias raças jogam póquer e, como se isso já não fosse suficientemente assustador, fazem batota.
Decidida a passar uma noite de grande inquietude espiritual, fui à procura de informações na web sobre "cães jogando póquer" e encontrei um maravilhoso set de anedotas a propósito. Selecciono as melhores abaixo e, homenageio, com isso, o ex-cão da família, Sheik (veio da embaixada da Arábia Saudita, era tonto e queriam ver-se livres dele), um cocker preto com mais tumores do que neurónios mas que, ainda assim, quando não estava em demência ou sofrimento, conseguia ser meigo e pachorrento tanto que, às vezes, nem se dava por ele.
O Sheik foi abatido hoje - quase de urgência - por causa dos tumores que tinha. Ontem, quando cheguei a casa, cansada e sem paciência para zootruísmos, ele estava deitado à porta do meu quarto e eu não lhe fiz uma festa. Acho, até, que o enxotei quando me veio cheirar. Enfim, não acho: tenho a certeza. Diz-me um amigo que tudo isto, a morte do cão, a minha indiferença, é muito camusiano. Concordo. Cão como ele (o cão, nunca o amigo), é o que eu sou. Com a diferença de que, dado que falo, me arrisco sempre ao dobro da asneira e tento, sempre que possível, não mijar nos pneus de um BMW.
À do Sheik,
Decidida a passar uma noite de grande inquietude espiritual, fui à procura de informações na web sobre "cães jogando póquer" e encontrei um maravilhoso set de anedotas a propósito. Selecciono as melhores abaixo e, homenageio, com isso, o ex-cão da família, Sheik (veio da embaixada da Arábia Saudita, era tonto e queriam ver-se livres dele), um cocker preto com mais tumores do que neurónios mas que, ainda assim, quando não estava em demência ou sofrimento, conseguia ser meigo e pachorrento tanto que, às vezes, nem se dava por ele.O Sheik foi abatido hoje - quase de urgência - por causa dos tumores que tinha. Ontem, quando cheguei a casa, cansada e sem paciência para zootruísmos, ele estava deitado à porta do meu quarto e eu não lhe fiz uma festa. Acho, até, que o enxotei quando me veio cheirar. Enfim, não acho: tenho a certeza. Diz-me um amigo que tudo isto, a morte do cão, a minha indiferença, é muito camusiano. Concordo. Cão como ele (o cão, nunca o amigo), é o que eu sou. Com a diferença de que, dado que falo, me arrisco sempre ao dobro da asneira e tento, sempre que possível, não mijar nos pneus de um BMW.
À do Sheik,
«Dois donos de cães gabavam-se sobre a inteligência dos seus animais de estimação. "O cão mais inteligente que já tive," disse um deles "foi um que sabia jogar as cartas. Era um perito em Poker, mas tive que o abater." "Tiveste que o abater, um cão assim tão inteligente? Um cão desses deve valer um milhão de dólares." "Tive que fazê-lo", respondeu, "Apanhei-o a usar cartas marcadas!"»
«Um homem passa por uma mesa num hotel e repara em três homens e um cão a jogar as cartas. O cão parecia estar a jogar muito bem.
"Este cão é muito inteligente.", Comentou o homem.
"Não assim tanto," disse um dos jogadores. "Cada vez que ele tem uma boa mão, abana a cauda."»