terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pronto, hoje não há casamentos para ninguém.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

As verdades custam a ouvir

Confesso que também fiquei indignada - enfim, por 3 segundos - com as declarações de Marco Fortes. Depois, vieram as críticas e, a seguir, a expulsão "elegante" do atleta da aldeia olímpica (sempre achei piada à expressão convidar a sair, penso sempre que me querem levar a jantar fora) que, acho eu, já foi demais. Ninguém está livre de ser infeliz naquilo que diz (e, sobretudo, no momento em que o diz, porque para quem nos ouve a intenção não conta nada); eu, por exemplo, sou profissional nessa modalidade. E, depois, eu acho é que a verdade custa. Marco Fortes disse a verdade. Quem é que, de manhã, não está bem é na caminha?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Darwins are forever

As melhores palavras, já ouvi isto mais ou menos assim num ou noutro lado - Wittgenstein incluído -, são as que ficam por dizer. Um bom texto é um texto que não é justificado, como se costuma dizer das boas piadas ou dos bons piadeiros. O pensamento, para ser válido, só precisa de uma coisa: existir. Justifica-se a si mesmo na sua existência e no sujeito que a suporta. É por isso que não há más ideias. Pelo menos no segundo em que alguém tem uma ideia (se bem que eu acho que são as ideias que mandam em nós, mas isso já é outra história), essa ideia está justificada. O arrependimento ou a reformulação do pensamento é uma hierarquia da natureza, uma cadeia alimentar. Uma ideia ultrapassa outra e mata-a, se for preciso. Enfim, faz que a mata, porque, cheira-me, nada que já tenha existido morre realmente. A moral não é natureza, é civilização; a menos que olhemos para ela como uma ideia. A máquina humana, no meu parco ver - diz a doutora que estou a ficar míope; dantes, só me astigmatizara -, tem evoluído pouco. Os Darwins têm existido sempre e eu, por mim, mando-os dar banho à foca. Foi uma ideia que eu tive, agora mesmo.

Para a Mônica.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Isto está tão monótono que até parece o penteado da Maria Bethânia.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Mãos ao alto e passem para cá os bifes do lombo!

- O meu pai faz hoje 41 anos.
- 41 é um número primo, não é?
- Para mim, é um número pai.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

You're damn right

sábado, 9 de agosto de 2008

Breve maltratado das coisas que não existem [48]

Uma grávida, questionada sobre o seu estado, a dizer que vai de ventre em popa.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pequena entrevista à senhora que está com uma arma apontada à carótida

- A senhora, que está com uma arma apontada à localização mais provável da sua carótida interna, está refém destes bandidos?
- Não, não. Eu vinha fazer um depósito, mas convidaram-me a ficar para o churrasco e cá estou, à espera de que chegue a sangria.

Do raio de silly season que nos reservaram este ano

Hoje, para português e brasileiro ver(em) - e só Deus sabe como eu adoro o Brasil; enfim, eu até acho que Ele deve ter nascido lá -, ficou provado que uma singela ida ao banco pode matar. Sobretudo se o objectivo dessa deslocação for fazer um levantamento. E, conforme me apercebi, o risco de vida é maior ainda se o levantamento que tencionamos fazer for de dinheiro que não é nosso. A situação agrava-se se nem sequer fizermos por pedir com jeitinho. Não se iludam: fui sempre da opinião de que o crime compensa.

E compensa na medida que, como já dizia o irmão lúcia (isto de se chegar sempre atrasado é do que menos compensa, mas também não é relevante para o caso), nos enriquece a língua em desenvoltura e vocabulário. A língua inglesa, por implicar tanto enroliçar (neologismo, decerto) da língua, tem muito de voltura e desenvoltura; e sniper é um termo que, bem vistas as coisas, é bastante mais cinematográfico do que o velho atirador-furtivo. Lembro-me de uma canção do Fausto em que se diz «do atirador furtivo,/perdão:/do sniper a abater/em open space,/just in time e/no prime time». A canção chama-se "Bárbaros em passerelle".

Na rua, como na língua, o crime compensa. A gramática é, invariavelmente - digam o que disserem pessoas como Noam Chomsky e Filomena Viegas -, degenerativa. Como a raça humana. Que inclui, entre outras coisas, assaltantes de bancos. E administradores de bancos. E bancários malcriados que nos atendem nos balcões dos bancos de fronha amarrotada. E ministros das Finanças. Vendo bem, oito horas de sequestro nem são grande coisa para um refém. Quem trabalha em part-time, perdão, a meio-tempo tem, pelo menos, quatro horas diárias de sequestro. Fora aquelas que lhe ocupam o trabalho doméstico. E se um dia não quiser trabalhar e desejar fazer um levantamento, é provável que, como os cães, seja abatido. Por um sniper. E que degenere, portanto, mesmo depois de já ter degenerado. Senhores comentadores, o balázio não é castigo, nem o castigo é o balázio. Isto é mas é tudo uma grande confusão. Stop.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O único amor que interessa é o impróprio.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

«ele há coisas que nem na silly season», um post-rubrica que me tem divertido nestes dias

E o melhor lead da história da silly season, hein?

«Amy Winehouse decidiu inovar o conteúdo das letras das suas músicas. Além das drogas, álcool, relações desfeitas e suicídio presentes nos dois primeiros álbuns, a cantora inclui agora almôndegas e frango frito.»

6 de Agosto de 1945



Keiji Nakazawa ilustrou, escreveu e realizou este filme que retrata, com o realismo possível para um desenho animado, a queda da bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima. Em 1945, Nakazawa tinha seis anos e vivia na cidade de Hiroshima com a sua família. Assistiu às consequências imediatas da queda da bomba atómica e viveu na cidade até vários anos depois. Keiji Nakazawa é a personagem do filme, admita ou não, o Gen pé descalço. Perdeu toda a sua família, à excepção da sua mãe e de uma irmã que nasceu e morreu (de fome) algumas semanas depois do atentado - a escolha de palavras é lúcida, mesmo depois de Pearl Harbour. Todas as guerras são vãs, em vão. Provas provadas de que Deus não existe ou, se existe, é humano e, como tal, mal acabado.

Não acredito em deuses, mas lá que os há... os cabrões atenderam-me sempre, por capricho, para me obrigarem a rejeitar as minhas próprias convicções (da tanga). Eles são um: uno, indivisível, inenarrável. Um Grande Sacana. São iguais a mim, não És?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Máxima mínima permitida

Atira-te ao homem e diz que te empurrarem.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Como eu gosto do meu país.