sábado, 22 de novembro de 2008

Re-inauguração




















* ou de como é sempre cedo para ir a algum lado que não seja aquele onde se quer estar. Não consegui arranjar a imagem real da direita, uma que fizesse jus ao fundo madrepérola, feminino e delicado, tudo coisas que eu não sou, a menos que esteja muito bem disposta.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Música

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ganhar o dia

Acabo de ler uma das melhores notícias dos últimos tempos.

Parece que a Tate Modern, em Londres, tem dois quadros de Mark Rothko pendurados ao contrário. Uns dizem que as linhas deviam estar na horizontal, outros na vertical e ninguém sabe, ao certo, qual era a vontade do autor sobre a forma de pendurar os quadros. No meio disto tudo, alguém diz que, se os quadros forem pendurados de outra forma, a interpretação será completamente diferente. Acredito.

domingo, 9 de novembro de 2008

Eu sou pelo Terrier

Como todos os bons drogados, tudo me passa um bocadinho ao lado. Não fiquei acordada até às tantas para ver Obama ser eleito porque, parecia-me, a humanidade é toda igual ao litro. No fim, a eleição de Obama não me deixou mais satisfeita - enquanto gente - do que o discurso de McCain, um tratado de humildade e lucidez, que dignifica, como diria muita gente (que eu, infelizmente, conheço), a pessoa humana.

Não sou intelectual. Estou ansiosa, como milhares de pessoas em todo o mundo, por conhecer o novo cão dos Obama. Como leitora esporádica de revistas cor-de-rosa - no médico, no cabeleireiro e na casa de banho da minha avó -, acho a família Obama das coisas mais giras que aconteceram ao meio e não me choca que o novo presidente dos Estados Unidos (o Sólido, o Líquido, o Gasoso e a Carolina do Norte) tenha, quando faz falta, um discurso pouco sério. Mas a malta gosta de ser séria, porque não vale a pena usar gravata se não se for sério.

Daí que não ache "de um mau gosto inqualificável" as declarações de Obama quanto ao cão e à escola onde vai matricular as filhas. A questão do cão é uma questão muito relevante porque o que faz falta é animar a malta. A malta quer circo; o pão, logo se vê, que o plasma de duas mil polegadas já está encomendado e os cheques pré-datados (ai que vontade de juntar tudo e escrever sem acento) estão passados.

Em suma, não acho que um presidente que faça a tal "mistura obscena" de que fala Fernanda Câncio faça, realmente, uma mistura obscena, porque um presidente não trabalha sete ou oito horas, é pago para trabalhar vinte e quatro e, se for competente, até quando dorme é presidente. É como ser, exactamente, monarca. Pode, por isso, ser homem sempre que lhe apetecer, desde que não carregue no botão vermelho e não faça, como um verdadeiro homem não faz, tudo o que lhe apetecer. Há momentos para tudo e não é altura de falar de política e economia depois das promessas todas feitas. Em Portugal, quando alguém não tem mais nada a prometer, promete ainda mais, em vez de ter a inteligência de cortar caminho e falar do cão.

No meio disto tudo, só não entendo porque é que um cão de raça é mais hipoalergénico do que um rafeiro, mas isso há-de ser só uma desculpa para os Obama levarem um cão branco para a Casa Preta.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Madelyn Dunham ou a avó de Obama

era uma mulher precavida. Então não é que a senhora "votou pela Internet antes de morrer"? Não é lindo? E a malta a pensar que isto lhe custava um voto a menos ou, então, muitos votos a mais.