quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Primeiro, um mergulho de emergência no rio Hudson; agora, um avião partido às postas nos Países Baixos. O que mais irão fazer os revolucionários do Twitter para impor a sua ferramenta? Mais aviões não, por favor, que isto está a tornar-se um bocado previsível.

Precisão e o jogo da vida

Hoje, a propósito do acidente com o avião da Turkish Airlines na Holanda, a CNN tinha, escrita num rodapé, a seguinte frase: Some passangers died, some survived. O pragmatismo será sempre um charme.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

No outro dia, Desmond Tutu disse, em público, que Barack Obama devia pedir desculpas pela invasão do Iraque. Eu também não percebo porque é que, chegado ao poder há um mês e um dia, Obama não teve ainda a hombridade de pedir desculpas pela Guerra da Secessão. Mas é claro que isto foi só um pretexto para escrever aqui a palavra secessão.

No outro dia, alguém veio ter comigo para me dizer que não lia mais o blogue (note no "mais" o sotaque brasileiro), por ter piorado de qualidade. Qual blogue?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Have I failed?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Michel, le grand. E todos os outros.

Gosta mesmo de quem é? Não preferia ser outra pessoa?

Lá fora chove. Cá dentro também.

Esperança

Gosta de quem é? Olhe para mim. Outra vez.

Uma palavra são sempre duas, mas ficamo-nos por aqui. Não quero maçá-lo com linguagem.

O cúmulo da inutilidade faz-me tanta falta.

A porta dos fundos

Se está sempre em cima do acontecimento, pense bem se não é o acontecimento que está em cima de si. Se tem gostado, é provável que estejam a comê-lo por trás.

Gosta de quem é? Pense outra vez, pode estar enganado.

Hoje o dia correu-me maravilhosamente. Quase não existi.

Não sei distinguir bem entre a merda e a inspiração. Mas gosto de cagar.

A melhor coisa que me aconteceu não foi a melhor coisa que lhe aconteci.

Eu sei, eu sei.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Há a velha nova história das palavras e dos lugares comuns, das palavras que são lugares comuns e fazem lugares comuns, isto é, das palavras que fazem coisas e das coisas que as palavras fazem. Nos fazem. Um homem é aquilo que diz. Um homem é aquilo que ouve. Um homem que diz é um louco. Um homem que ouve é um louco. Um homem é sempre um louco, mas um louco nem sempre é um homem. Não há loucura que chegue a um homem para um homem deixar de ser um homem; ou um louco. Enfim, aquilo que é, aquilo que for, o que quer que seja. Um louco é tudo o que um homem deve ser para sobreviver. Diz e ouve, é aquilo que diz e é aquilo que ouve. Um homem é um homem para o que nasce, se nascer louco. Senão, nasce para aquilo que tiver de nascer. Há, neste mundo – e no outro, porque neste os homens não duram sempre, não sobrevivem – homens que querem ser loucos e não conseguem, porque são homens, e aquilo que dizem, e aquilo que fazem é o que são. Coitados. São loucos.