quarta-feira, 4 de maio de 2011

Iguais

Há uma obsessão do público e da crítica com os autores. A primeira coisa que se quer saber sobre um autor é se aquilo que ele escreve é autobiográfico ou biográfico, pelo menos. Estou-me nas tintas para os autores. O que me assusta é que eles escrevam sobre uma vida que podia ser a minha. Assusta-me que me comovam. Porque, acima de tudo, isso só significa uma coisa: somos todos iguais. E é absurdo que, num mundo de iguais, nos sintamos sozinhos. Que aborrecimento. Somos iguais até na solidão.

(28 de Março de 2011)

1 comentários:

Anónimo disse...

Somos iguais de raiz, sim. O absurdo é acharmo-nos todos diferentes, todos especiais.