quarta-feira, 13 de julho de 2011

Elis

A característica de Elis que Maria Rita, brilhante, não herdou – apesar da semelhança fantasmagórica dos seus timbres – e que faz Elis ser quem é – única, irrepetível – é tão simples de sentir e explicar que quem tenta explicar devia ser punido por altivez: não ter vergonha de falhar. Elis falhava; mas antes de falhar já sabia que ia falhar; mesmo assim não tinha medo e, sobretudo, não tinha vergonha de falhar. Porque era sublime mesmo quando falhava, até porque sabia que ia falhar. Tudo isto nos levaria, claro, a uma metafísica do falhanço: como defini-lo? Por oposição? Postulando, primeiro, a competência e a perfeição? De uma música de Elis não se diz: é bonita. É pouco – antes não se dissesse nada. E daí, talvez não – não se deve ter vergonha de falhar.



«putz... q comentário idiota ¬¬
Maria Rita é Maria Rita
Elis é Elis
as duas são ótimas. compara-las é assinar atestado de idiotice...
»
fabioestacio há 1 ano 25

«Disparado, o melhor visual da Elis: as gengivas em flor sobre dentes de iogurte, o pescoço acetinado, bem encaixado, o sorriso do olhinhos com lindos cílios, os lábios.
A coisa é tão bem feita que o cabelo caiu fora, por desnecessário.
»
marcelodomar há 1 ano 21

[Daqui.]

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