quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pedro Mexia

Os Smiths são a banda favorita de metade da melhor blogosfera e de um terço da pior juventude (esqueçam que isto é um blogue e considerem-me da pior juventude). Representam, entre outras coisas que posso dizer para parecer que consigo emitir opinião sobre o que quer que seja, a soberania do desejo sobre o bom-senso - e, em última análise, sobre a própria paz. Como Peter Camenzind, são quase arrogantes: pode alguém saber-se a fracção de um átomo e comportar-se como se o mundo lhe devesse satisfações? Pode, na lírica feijão-frade dos Smiths, onde um som luminoso coexiste com uma revolta absurda, daquela que só os adolescentes conhecem.

«If you're so funny
Then why are you on your own tonight?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight?»

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