quarta-feira, 13 de julho de 2011

White Fang

Estou a ler o meu primeiro Jack London e é-me aborrecido como a vida: tudo demora muito tempo para acontecer e quando finalmente acontece demora pouco tempo a acontecer. Não há itálicos nem semelhantes paneleirices: com uma ou outra imagem que ajude à compreensão da realidade, tudo é imediato – nem Deus, parece, é mais omnisciente do que o narrador. Até aqui, não há nenhum problema: um livro, uma ementa, um título de transporte bem escritos serão sempre uma bênção. Os efeitos da realidade, ou da verosimilhança na literatura é que são perigosos, como os do sono num automobilista: ou acorda por si, ou é provável que não volte a acordar.

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