segunda-feira, 1 de outubro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Police à paisana
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
Ode respeitosa à unilateralidade do pensamento
Avellaneda e eu
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Belleville Rendez-Vous
*Atenção à Josephine Baker e ao Fred Astaire.
Ainda mais popular
Fui a Belas ver as belas e em Belas belas vi ,mas em Belas, dentre as belas, a mais bela eras ti.
*rectificação de um querido leitor, «p'causa da métrica».
Popular
Estavas tu, minha donzela, no alto do teu castelo; quem me dera que me contemplasses como eu te contempelo.
Frase de merda
terça-feira, 18 de setembro de 2007
O jogo das profissões (2)
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
Pela estrada de tijolos amarelos
48 horas depois - quase em Canto de Ossanha
encerramento oficial do assunto divino, pelo menos durante as próximas 48 horas
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Aconchego
Eu cá sou dos Fonsecas
Eu cá sou dos Madureiras
De ferro e puro sangue
O que me corre nas veias
Nasci da paixão temporal
Do parto dos vendavais
Cresço no fragor da luta
Numa força bruta
P'ra além dos mortais
Mas tenho muitas saudades
Certas penas e desejos
E aquela louca ansiedade
Como um pecado
Meu amor se te não vejo
Olha o fado
Ora é tão vingativo
Ora é tão paciente
Amanhã é comedor
Hoje abstinente
Mentiroso, alcoviteiro
Doce e verdadeiro
Uma vez conquistador
Outra vez vencido
Amanhã é navegante
Hoje é desvalido
Sensual, aventureiro
Doido e bandoleiro
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Os lobos do mar
De olhos pregados nos céus
Em cima dos chapitéus
Somos capitães
Somos Albuquerques
Nós somos leões
Dos lobos dos mares
E na verdade o que vos dói
É que não queremos ser heróis
Olha o Fado, Fausto, Por este Rio Acima - a resposta mais pertinente do mundo.
A Deus
palavra de incentivo aos utentes da unidade de terapêutica cardiorrespiratória
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Tratemo-nos por tu ou da ousadia por alíneas
a) Miss Woody, eu não devia dizer-te isto, mas digo: acho, e tenho pena, que me vês com muito preconceito - mais humano do que intelectual, sem ter nada que ver com os trens regionais ou com a linha de Sintra. Acredito, até certo ponto (refiro-me, sobretudo, ao de ebulição), que as palavras é que nos escolhem e, por isso, não te censuro por teres sugerido que, num divã, se pode dissecar mais do que se trata. Como qualquer pessoa que vive muito e estuda pouco ou, se preferires, como qualquer pessoa que gosta muito de pessoas, não sei escrever sem o auxílio dos outros. Se conseguir, serei justa: neste aspecto tão insignificante da minha vida, tu, a Allen e a Ana de Amsterdam têm sido autênticas missionárias. Como foi Eduardo Prado Coelho, muito embora eu pudesse ter sido bastante mais simpática com ele do que sou convosco.
[Breve interrupção para apanhar a roupa da corda. Chiça, como troveja!]
b) Não acertaste totalmente nos intentos do meu tricô - eu bem sei que as agulhas de tricô não picam nada, mas são essas que costumo usar. O ténis não é, para mim, motivo de inspiração. No entanto, o teu post sobre o ténis foi inspirador, apesar de me cheirar que, no teu blogue e na verdade, ninguém consegue ser tão imprevisível como o Woody Allen de Matchpoint. Nem todos os tenistas que conheci eram betos mas, para mim, naquele tempo em que joguei ténis, eram todos betos, todos insuportáveis. Insuportáveis como foram os meus chefes dos escuteiros. Como foi o padre, que não sabia que eu ia comungar todos os domingos sem ser baptizada. E por aí em diante. Desde que ando na terapia, gosto deles todos. O tom provocatório dos meus posts é todo de propósito. Por algum motivo que transcende os limites da razão e da higiene (não os da vida), o terapia metatísica não tem livro de reclamações e nem sequer é democrático. Gosto dele por isso.
c) Já há, na blogosfera, muita gente - demasiada - a explorar as qualidades do outro. Assim, Miss Woody, não é possível melhorar. Acho o discurso do reconhecimento do mérito e do talento muito mais catalogante e universal do que o do veneno e do defeito. E aqui podes bater que é idiossincrasia: é também muito, mas muito mais divertido! Gosto do lento-rápido, do rápido-lento e de tudo o que é agridoce. E os defeitos não se atribuem; estão, quase sempre, mais à vista do que as qualidades e, no preconceito recorrente, escolhe-se sempre a coisa que parece estar escondida. Louvadas sejam as aulas do Prof. Abel Barros Baptista - lamento, mas não virá link para o blogue Bomba Inteligente, só porque não me apetece - sobre Machado de Assis. Sabias que «O leitor atento, verdadeiramente ruminante, tem quatro estômagos no cérebro, e por ele faz passar e repassar os atos e os fatos, até que deduza a verdade que estava, ou parecia estar escondida.»?
d) Voltemos à linha de Sintra: então as pessoas não são culpadas da própria vida? Ai esse existencialismo, tão mal estudado! Morre-se bem numa passagem de nível, Miss Woody, e há, por isso, que responsabilizar quem deve ser responsabilizado. Se o heterossuicídio estivesse disseminado na nossa cultura – consta que um cantor conhecido da nossa praça suicidou a mulher; ela com um revólver apontado à própria cabeça, a dizer que se matava e ele, airoso, só lhe disse «Então mata-te!» e é claro que ela se matou - eu nunca seria julgada por tal acto. E se a insignificância matasse – oxalá não mate mesmo, pelo menos à fome – eu já não estava cá. Ninguém resiste muito tempo à adolescência e, por isso mesmo, há quem se fique pela infância que, infelizmente, só tem cama que chegue para uma ou outra sesta.
h) Com um único verso para levar a sério.
controlo logístico de precisão vocabular
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Carta da Tolerância - sem a bílis de John Locke
Isto de ter um blogue é muito divertido. Uma pessoa escreve a pensar que está só a escrever e, afinal, está a sentar-se na marquesa e a preparar o corpo (ombro esquerdo para baixo, braço direito mais para o lado, pernas ligeiramente flectidas e um meio suspiro contido) para uma sessão de psicanálise. Dra. Woody, deixe-me começar pelo início: é a primeira pessoa, em toda a minha curta cinematografia, que me chuta assim para dentro do consultório como se fosse essa a coisa de que mais precisasse. Acho mesmo que precisa e desculpe-me por ser assim, «directa como um comboio» (esta comparação, mais gélida e menos imaginativa do que a metáfora, entenda-se, é de Romana Petri em Os Pais dos Outros).
Não há dúvida de que, se ambas temos acesso a bons dicionários, a Dra. (espero que não se importe com esta promoção académica) faz muito melhor uso deles do que eu. Tive de ler os seus dizeres calorosos três vezes para me certificar de que, em primeiro lugar, não estava a ler nada tirado da Crítica da Razão Pura e, depois, para saber se seria possível responder-lhe com a mesma cordialidade com a qual se me dirigiu. Depois, e isto sei que é burrice minha, ainda estou para saber como é que descobriu que eu me chamo Tatiana - e olhe que não é a primeira pessoa a descobri-lo. Então e Teresa, Tareca, Tânia, Telma, Taís, Tamara, Teodora, não servia? Tinha de ser logo Tatiana? Está visto: garota da linha de Sintra, que prefere os regionais aos pendulares, que não percebe patavina de filosofia analítica e ainda por cima maltrata o Prof. Prado Coelho, só pode chamar-se Tatiana. Tê de Tudo bem, isso é o menos. Agora não me tratar por Tu? Miss Woody, acho indecenTe!
Ora bem, a discursividade universal. Há uma discursividade não universal? Se há, dê-me uma morada onde eu a possa arranjar e prometo, de promessa prometida, que não digo ao dealer que foi a senhora que me mandou lá. Já que estamos numa de transportes púbicos (acrescentar um L se necessário), só me consigo lembrar da discursividade limitada e aforística q.b. dos maluquinhos do trainspotting. Uma vez, o meu querido amigo Filipe obrigou-me a estar acordada até às 3 da manhã para ver, em Alfarelos, passar as Bombardiers. Das melhores noites que vivi. Ainda não tinha descoberto o sexo e o Count Basie não mudara a minha vida. Mudando de assunto, é verdade que os teóricos da comunicação têm distinguido, com muita dedicação e algum interesse, o discurso da linguagem. Não desvirtue só por isso, querida Dra., os meus serviços terapêuticos. Não são discurso, são linguagem. E só não são um peido de Leonardo da Vinci porque, tenho a certeza, cheiram muito melhor. A éter, às vezes.
Fala-se muito pouco dos homens discretos
daqueles que se encontram num hipermercado, a uma sexta-feira à noite, misturados com a Ágata e com os AC/DC e pelos quais ninguém, no seu perfeito juízo, daria um chavo. Tradução para quem se interessa e antes que a Sonae dê cabo do paraíso: Impulse!, Verve e Decca a preços de fábrica no Carrefour Oeiras.
Como dizia o apanha-bolas
*E escusado será falar no alívio que sinto por não precisar mais de vestir saias daquele tamanho.
Jazz com Pretas [11]
* melhor aqui, mas o autor não deixa postar; e a esta versão eu nunca resisto. Tudo isto e mais alguma coisa por recomendação divina. Em caso de dúvida, contacte o sindicato.
Educação ferroviária
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Diário das Descobertas - 8 de Setembro de 2007 (por antecipação)
Diário das Descobertas - 7 de Setembro de 2007
Diogo Cão tinha pelo menos uma certeza: a de que era mamífero.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Presente do Indicativo do verbo voltar em versão religiosa e com omissão da segunda pessoa do plural
Eu messia
Tu messias
Ele messia
Nós não messíamos
Eles messiam mais do que tiveram.
Breve maltratado das coisas que não existem [31]
Os inquéritos de satisfação. Nunca vi ninguém responder a um inquérito sem estar contrariado.
Melancia
Diário das Descobertas - 6 de Setembro de 2007
Vera Cruz está apaixonada por Desespero Vaz de Caminha.
Sentimento de um oriental
quando, visto da Europa, um caralho teso parece um caralho que acabou de ganhar o euromilhões.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Algo mais sobre a Literatura
domingo, 2 de setembro de 2007
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Elogio da loucura - versão católica
Desde jornais em papel higiénico a sindicatos para sedutores, não faltam no tal blogue (viva o científico distanciamento crítico!) sugestões de grande inteligência e rigor intelectual - eu sei que isto não é um elogio, mas passei o dia todo fechada num escritório a sonhar com o mundo lá fora e preciso de parecer minimamente afecta às convenções sociais.
O Womenage A Trois recebeu um prémio: é um saudável blogue com grelos. Não tenho nada contra o prémio, até acho lindamente, mas causam-me urticária as manifestações feministas, as próprias feministas e imaginem que tenho ainda menor apreço pelos homens que se dizem feministas.
Ora, todos reconhecemos (fica sempre bem um toque académico) que uma feminista já não tem utilidade nenhuma nos dias que correm. No estado em que a nossa atmosfera está, sou da opinião de que as burcas deviam vender-se em farmácias e em supermercados sem sujeição a receita médica. Quanto aos homens feministas, pouco mais há para dizer: são rebeldes sem causa ou rebeldes por causa, se é que me estão a entender; enfim, homens que estão sindicalizados no Sindicato dos Sedutores, e só Deus sabe como eu aprecio os sindicalistas.
O que é importante nisto tudo - se apenas ler este parágrafo já leu o essencial e escusa de perder a telenovela - é que na Avenida da República, do lado da Versailles (que tem um belo chocolate quente), há uma loja muito simpática, com cozinhas giríssimas, chamada Forlady. Do lado oposto da rua, o do Galeto (o melhor banana split e a terceira melhor salada de frutas Ipiranga do mundo), há a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres - a CIDM, tratemo-la por tu. Vou, pois, armar-me em jornalista e acabar a notícia:
Em declarações à Agência Tusa, o Presidente da CIDM (Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres), António Batenela, disse ter proposto à Presidência do Conselho de Ministros aquela localização para a instituição por ter gostado das áreas dos gabinetes e pelo facto de a entrada do edifício ter «muito bom aspecto e umas plantas bem tratadas». António Batenela alegou ainda que «não houve, aquando da aquisição do andar onde viria a funcionar a CIDM, qualquer provocação à empresa espanhola Vivir Forlady, até porque as cozinhas Forlady têm os nomes dos modelos bem mais pronunciáveis do que as do IKEA, já para não dizer que são de melhor qualidade». No entanto, o presidente da delegação portuguesa da empresa já se manifestou contra a localização da CIDM e diz só estar «à espera do aval da sede espanhola para mover uma acção judicial contra a ousadia e impetuosidade da Presidência do Conselho de Ministros». A Forlady é uma empresa conceituada, certificada pelo ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade) e está em funcionamento há mais de 40 anos.
Balada para quem levita
Não desças mais aquela avenida
sem dizer um palavrão.
Di-lo com satisfação, mas não o grites:
deixa só que outros o ouçam.
Não desças mais aquela avenida
sem desejar que ela te leve a uma casa onde não vives.
Deseja, arde:
hás-de ferver, água, assim que chegares aos cem.
Não desças mais aquela avenida
sem ser aos ziguezagues.
Ziguezagueia feliz, se conseguires:
anda aos encontrões a quem não conheces.
Não desças mais aquela avenida
sem parar em todos os semáforos.
Pára:
só assim e a ferver chegarás aos cem.
Não desças mais aquela avenida
como se já a tivesses descido.
Nasce todos os dias.
Não te esqueças de nascer todos os dias.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Pergunta intrigado um leitor neurologista que não perde um programa de José Duarte
Mas não é Parkinson que tem swing?
Alzheimer - a cura definitiva
Il buono, il brutto, il cattivo, il Grande Mascalzone
È duro averlo duro che duri e ninguém me desconvence de que as aliterações em D receberam bênção divina.
Conselho Impressionante que não tem tanto swing como a Glenn Miller Orchestra
Se eu fosse a ti não gostava tanto de mim. Mas ia-te na mesma. Abram alas.
Breve Depressão que não chega a ser como a boa poesia modernista
Notas sobre a mitologia dos gregos [6]
Narciso apenas sofreu as consequências de uma dieta vegetariana.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Não sei se já alguém escreveu sobre isto,
Intimidade
Milton Banana Trio ficava muito bem num filme de Woody Allen, mas só se fosse num daqueles quase sérios, quase a preto e branco.
Literatura
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Algumas considerações sobre a nossa galáxia (2)
Em Mercúrio eu já teria 82 anos e só teria vivido cento e vinte e três dias. E talvez cheirasse a torrada queimada.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A partir do dia 1 de Setembro vou começar a ler um jornal todos os dias do princípio ao fim, numa estratégia preventiva de autoflagelação - consta que o Inferno é um forno e eu dou-me melhor na chuva e no nevoeiro. Mas como sou batoteira vou escolher uma edição boa do 24 Horas e lê-la todos os dias.





